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O preço do alto luxo pelo mundo
Casa no Jardim Pernambuco bate residência em área nobre londrina e apartamento com vista para a Torre Eiffel
 
 
RIO - Pisos e paredes revestidos dos mais caros mármores. Quatro, cinco ou mais suítes. Salas diversas e amplas. Áreas de lazer internas e privativas. Tecnologia de ponta e automação que permite controlar a casa à distância pelo celular. Localização privilegiada que inclui vistas para paisagens admiradas e desejadas por muitos. Os padrões que definem o altíssimo luxo são iguais em qualquer lugar do mundo. Já o preço que se paga para ter tudo isso varia, e muito.
 
O que é mais caro: uma casa inglesa de três andares e 245 metros quadrados no bairro do Chelsea, área nobre de Londres, um apartamento de 252 metros quadrados com decoração clássica pertinho do Champ-de-Mars, em Paris, e vista para a Torre Eiffel ou uma casa de dois andares e cinco suítes no Jardim Pernambuco, mais caro condomínio do Leblon? Acertou quem apostou no endereço carioca, considerando pesquisa da Judice & Araújo, imobiliária especializada em alto luxo do Rio.
 
Enquanto ali as mansões podem chegar aos R$ 50 milhões, a casa londrina está à venda pelo equivalente a R$ 21 milhões e o apartamento parisiense, a R$ 23,7 milhões. E esse é um imóvel considerado top na capital francesa, onde o metro quadrado médio dos imóveis de luxo gira em torno dos R$ 30 mil. Na orla do Rio, chega a R$ 40 mil.
 
Os dados foram coletados, a pedido do Morar Bem — pela imobiliária Judice & Araújo com empresas, que, como ela, são afiliadas à Christie’s International Real Estate (braço imobiliário da casa de leilões) — nas cidades de Paris, Londres, Miami e Estoril (Portugal).
 
— O Jardim Pernambuco é caro porque é o único lugar do Leblon, onde se pode morar numa casa, com segurança. E com vizinhança exclusiva. Para esse mercado, saber quem é seu vizinho faz toda a diferença — tenta justificar Frederico Judice, diretor da empresa responsável pelos negócios da Zona Sul. — Além disso, as casas ali tem mais de mil metros quadrados e acabamentos impecáveis.
 
Outro fator que pesa contra o Rio nessa equação, segundo Judice, é o preço desses materiais. Como boa parte é importada, o custo do imposto acaba jogando para cima os valores e, com isso, manter o padrão que o alto luxo exige fica mais caro.
 
Não à toa, o milhão de dólares usado pela Christie’s como referência de preço mínimo para imóveis de alto padrão pelo mundo parece não fazer sentido no Rio, onde é possível encontrar ofertas de apartamentos simples de três quartos, por valores superiores. A média de preços desse tipo de imóvel é, segundo dados do Secovi-Rio, de R$ 2,75 milhões no Leblon e de R$ 2,71 milhões em Ipanema.
 
— No Rio, de Janeiro, temos considerado alto luxo a partir dos R$ 3 milhões. Mas tudo depende da localização, o que aqui, aliás, varia muito, já que há imóveis de todos os tipos em todos os bairros da Zona Sul — analisa Judice.
 
Assim, o topo desse mercado acaba atingindo, no Rio, preços comparáveis aos das grandes cidades europeias e americanas. Em Miami, por exemplo, é possível encontrar uma casa, de 937 metros quadrados, em estilo vila italiana, com diversas salas e cinco quartos por R$ 27 milhões. Ou uma casa na ilha Allison, de 496 metros quadrados, quatro andares e sala com pé-direito altíssimo, por R$ 12 milhões. No Estoril, um condomínio recém-lançado tem imóveis de cinco quartos e 400 metros quadrados por R$ 14 milhões. Já por aqui, o céu parece ser o limite.
 
Entre os imóveis vendidos pela Judice & Araújo, há uma cobertura dúplex de 600 metros quadrados, cinco quartos (três suítes) e terraço com área de lazer e piscina por R$ 15 milhões. E nem é na orla, mas em rua interna de Ipanema. De frente para o mar, o preço pode dobrar!
 
Outra imobiliária, a JTavares, vende uma cobertura linear do mesmo tamanho na Atlântica por R$ 18 milhões. E uma tríplex, na Delfim Moreira, de 770 metros quadrados por R$ 32 milhões. Mas, fechar um negócio assim não é fácil. Esse, por exemplo, está no portfólio da empresa há dois anos e ainda não encontrou ninguém disposto a pagar valor tão alto.
 
— Não se vende imóveis nesses valores todos os dias. Só fechamos negócios tão altos uma vez por ano — justifica Christian Bottoni, diretor da imobiliária, que vende majoritariamente imóveis entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões, localizados nas orlas de Ipanema e Copacabana, e no Edifício Caparaó, em Botafogo.
 
Nesse caso, segundo Bottoni, a localização é o fator primordial para os valores já que os imóveis, muitas vezes, nem são tão amplos assim, tendo entre 150 e 200 metros quadrados.
 
 
Fonte: O Globo

Publicado em: 25/06/2013



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